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Afastamentos: Matéria comentada

Materia OESP afastamentos de professores

Os agravos à saúde dos professores, decorrentes de seu trabalho, constituem um grave problema para o país. Isso porque tais agravos têm afastado diariamente um alto contingente de professores de seus postos de trabalho.

 

Tais afastamentos, ora formalizados por meio das licenças médicas, ora manifesto pela via das faltas ao trabalho, mediante desconto no salário (assumido como estratégia de manutenção do equilíbrio psíquico), têm deixado milhares de alunos sem aula e/ou em situação de déficit de aprendizagem.

 

Enquanto uma queda de braço é travada entre os representantes de classe dos professores e seus contratantes, é o país que sofre um sério ataque ao seu futuro, uma vez que a formação de sua força de trabalho, fonte crucial de desenvolvimento, fica comprometida.

 

É por isso que, o adoecimento de professores, quer esteja gerando afastamento direto do trabalho ou mesmo o *presenteísmo, não faz bem para ninguém, nem para o doente que precisa lidar com todo o ônus, nem para as escolas, familiares e mesmo para o próprio país.

 

A literatura especializada no assunto tem demonstrado, conforme mencionado no texto principal desta seção, que há uma espécie de hierarquia dos afastamentos entre os professores, dentre as quais se destacam os transtornos mentais e comportamentais; os problemas cardiológicos e circulatórios; os distúrbios da fala e da voz e os transtornos osteomusculares, ortopédicos e músculos-esqueléticos.

 

Cabe destacar que essa literatura vem apresentando tais dados nos contextos de algumas redes/sistemas de ensino (alguns estados e municípios específico), porém, quanto mais se ampliam, mais confirmam os padrões dos resultados.

 

Nesses termos, matéria recentemente veiculada por um jornal de grande circulação, se tornou bastante emblemática, uma vez que trouxe dados de afastamentos de professores vinculados à rede estadual de São Paulo.

 

Caso emblemático, sobretudo pelo significado econômico que o Estado de São Paulo representa para o país e, dentro deste cenário, pelo expressivo contingente de professores que administra.

 

Ter disponíveis esses dados e poder compará-los com as realidades de outros estados e municípios é algo que tem o potencial de trazer mais consistência ao acompanhamento dos casos e causas de afastamentos de professores, elemento de diagnóstico fundamental para a busca e implementação de estratégias de enfrentamento do problema.

 

Seguindo essa linha, um grupo de pesquisadores da Fundacentro que, em parceria com pesquisadores da Faculdade de Saúde pública da USP, vem realizando estudos sobre a saúde dos professores, detectou há algum tempo que as pesquisas careciam de trazer luzes sobre os dados de afastamentos de professores em São Paulo, a fim de compará-los com os dados de outras regiões já disponíveis, razão pela qual abriram tratativas no sentido de obtê-los e analisá-los.

 

Em virtude disso, receberam com entusiasmo a veiculação da Matéria do OESP, apresentando-lhe comentários, por meio da Assessoria de Comunicação da Fundacentro.

 

Acesse aqui a matéria comentada, ou clique sobre a imagem.

 

*Presenteísmo é um fenômeno manifesto geralmente quando o trabalhador precisa ir trabalhar mesmo estando doente e, sendo assim, está presente de corpo, mas não de condições e mente, uma vez que a doença lhe tira a condição necessária ao seu bom desempenho.

 

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Por: Jefferson Peixoto da Silva, Tecnologista da Coordenação de Educação da Fundacentro

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