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O que é nanotecnologia

Há várias definições de nanotecnologia. Uma delas considera a nanotecnologia como o desenvolvimento da pesquisa e a tecnologia em nível atômico, molecular e macromolecular, em um escala de aproximadamente 1-100 nanômetros, para a produção de conhecimentos fundamentais dos fenômenos e dos materiais em nanoescala, com isto possibilitando a criação e o uso de estruturas, dispositivos e sistemas com novas propriedades e funções devido a estes tamanhos. Os links abaixo apresentam informações resumidas sobre alguns nanomateriais, dividos em insumos; produtos intermediários e produtos finais. 

 

Insumos e produtos intermediários

·         Dióxido de titânio

·         Fulerenos

·         Nanopartículas de ouro

·         Nanopartículas de prata

·         Nanotubos de carbono

·         Polímeros

Produtos Finais

·         Chips eletrônicos

·         Displays

·         Filtro solar

·         Roupas inteligentes

·         Sensores gustativos

 

 

Segundo Almeida (2005), a nanotecnologia representa para o mundo o limiar de uma nova revolução industrial, devido “a transformação radical dos processos e produtos de nossa atual civilização industrial por meio da aplicação do infinitamente pequeno às mais diferentes utilidades da vida diária”. Trata-se de uma revolução bem mais importante, e mais desafiadora, do que aquelas que presidiram ao domínio do homem sobre as forças da natureza nas revoluções anteriores. É vista como a que mobiliza, fundamentalmente, as ciências da vida, sob a forma da biotecnologia, bem como uma gama multidisciplinar de ciências exatas e cognitivas que responde pelo nome de nanociência. Esta, por sua vez, se confunde praticamente com suas materializações práticas, sob a forma da nanotecnologia (Almeida, 2005).
Segundo Martins (2006) “na medida em que a nanotecnologia será a base da próxima revolução industrial, produto de imensos investimentos que vem sendo feitos pelos setores públicos e privados nos USA, Europa e Japão, certamente irá afetar a sociedade brasileira”. Ainda segundo este pesquisador “O governo brasileiro já vem investindo significativamente – para os padrões brasileiros em C&T – com relação à nanotecnologia. Da constituição de quatro redes de pesquisas em nanotecnologia em 2001, passamos a ter 10 redes de pesquisa em 2005. em 2012 já existiam 24 redes cooperativas, 16 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) e 8 Laboratórios Nacionais. Mas as pesquisas em Ciências Humanas que procuram avaliar os impactos econômicos, sociais, ambientais, éticos destas novas tecnologias assim como estudos dos impactos à saúde especialmente dos trabalhadores são muitíssimo menores. Em 2004 foi incluído no PPA 2003-2007 o programa “Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia” focado na geração de patentes, produtos e processos na área, que assegurou apoio à pesquisa básica, outras pesquisas em parcerias, fortaleceu as redes existentes e a infra-estrutura laboratorial (MCT, 2006). Porém, também não houve ações previstas sobre o estudo dos impactos da tecnologia. Estudos especificamente relacionados à saúde dos trabalhadores são muito poucos ainda no nosso país. A deficiência de estudos sobre os impactos desta nova tecnologia, nesta área, também ocorre nas mais diversas partes do mundo. Em 2005, uma pesquisa de especialistas da União Européia identificou as partículas ultrafinas e as nanopartículas como um “risco emergente” para a saúde dos trabalhadores. Em 2010 a OIT lançou uma publicação intitulada: “Riesgos emergentes y nuevos modelos de prevención en um mundo de trabajo en ransformación” em que cita que “Se espera que, em 2020, aproximadamente 20 de todos os produtos manufaturados no mundo se basearão em certa medida, na utilização da nanotecnologia”. Reconhece que “Os riscos novos e emergentes do trabalho podem ser provocados pela inovação técnica ou pelas mudanças sociais ou de organização, por exemplo : Novas tecnologias e processos de produção, por exemplo, a nanotecnologia ou a biotecnologia, Novas condições de trabalho, por exemplo, maiores cargas de trabalho, intensificação do trabalho por causa de cortes de empregos, más condições associadas com a migração por motivos de trabalho, trabalhos na economia informal, Novas formas de emprego, por exemplo, o emprego independente, a subcontratação ou os contratos temporários”.

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