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Projeto estuda saúde dos professores

Cleiton Lima, Jefferson Peixoto, Ricardo Lorenzi (Fundacentro); Ângela Antunes e Paulo Padilha (IPF)

Ações incluem troca de experiência com instituições, realização de seminários e estruturação de uma comunidade virtual sobre o tema

Por ACS / C.R. em 12/01/2017

Membros do Projeto Saúde dos Professores, da Fundacentro, visitaram o Instituto Paulo Freire nesta terça, 10 de janeiro. O objetivo foi conhecer novas experiências na área de educação para subsidiar o planejamento do II Seminário Trabalho e Saúde dos Professores, que será realizado em outubro de 2017. Pretende-se abordar temas como promoção da saúde dos docentes, saúde mental dos professores, distúrbios da fala e da voz, retorno ao trabalho.

A primeira edição do evento foi realizada em São Paulo, em 14 de outubro de 2016, fazendo um panorama das condições de trabalho e discutindo o desafio da intervenção. “Outubro é um mês simbólico para o professor. É necessário fazer jus ao dia dele e o valorizar”, explica o educador Jefferson Peixoto, que coordena o projeto. Em 10 de outubro também se celebra o Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escolas.

Essas informações foram discutidas na reunião no Instituto Paulo Freire, uma organização que trabalha com programas e projetos sociais, culturais, ambientais e educacionais, fundada em setembro de 1992. “Um dos nossos focos é manter vivo o legado de Paulo Freire; o outro é reinventá-lo. Trabalhamos com educação popular, educação em direitos humanos, educação cidadã”, explica a diretora pedagógica Ângela Antunes. “Nossa perspectiva pedagógica é holística. Buscamos a totalidade do conhecimento. A saúde salva vida, mas a educação também”, completa.

Na reunião, o educador da Fundacentro, Cleiton Faria Lima, explicou que o Projeto Saúde dos Professores tem a perspectiva de intervenção, visando à melhoria das condições de trabalho. “Em 2016, tivemos palestras que trouxeram perspectivas de mudanças. Neste ano, focaremos os problemas que os professores enfrentam como questões de saúde mental e reabilitação profissional”, afirma Faria Lima sobre os seminários. Ele é o coordenador da edição de 2017.

O I Seminário Trabalho e Saúde dos Professores trouxe discussões importantes, que repercutiram na mídia. O educador da Fundacentro Jefferson Peixoto, doutorando da Faculdade de Saúde Pública da USP, abordou a saúde do professor de forma geral. A médica do trabalho e doutoranda no mesmo local, Ella Avellar, falou sobre os agravos à saúde dos professores. Já a terapeuta ocupacional Amanda Macaia, que faz pós-doutorado nessa faculdade, mostrou os desafios da “intervenção” na saúde dos professores a partir das contribuições e possibilidades do Laboratório de Mudança. A psicóloga e professora da Universidade Federal Fluminense – UFF, Mary Yale Neves, por sua vez, apresentou a experiência com a comunidade ampliada de pesquisa e intervenção em saúde dos professores.

“As palestras mostraram que é preciso mobilização. Não há intervenção se não houver uma demanda”, avalia Peixoto. Um público diversificado, que reuniu sindicalistas, professores e profissionais de SST, participou do evento e reconheceu que as condições de trabalho estão ruins e precisam ser melhoradas. Os professores vivenciam o adoecimento mental, a violência, a indisciplina, jornadas de trabalho excessivas ligadas a baixo salários, falta de reconhecimento e de valorização.

“O professor não consegue realizar o seu trabalho dentro de um cenário tão hostil”, conclui Jefferson Peixoto. “Se o próprio Estado não reconhece a importância do trabalho, há falta de sentido para o professor”, completa Cleiton Faria Lima. O trabalho é impedido por todas essas condições adversas, e o professor vivencia sofrimento, chegando a adoecer.

Durante o I Seminário, foi lançada a “Comunidade Saúde dos Professores”, um espaço virtual para reunir pesquisadores, professores e interessados nessa temática e possibilitar a troca de conhecimentos e experiências. Dessa forma, pretende-se contribuir para a realização de ações de intervenção que levem a melhoria das condições de trabalho dos docentes. Os próximos passos são incluir participantes na comunidade e categorizar as publicações sobre a saúde dos professores.

O projeto também tem possibilitado a realização de palestras em outros eventos. No Seminário dos (as) Trabalhadores (as) da Educação – A educação em risco, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquia do Município de São Paulo – Sindsep, Jefferson Peixoto falou sobre trabalho e saúde dos professores, em 3 de novembro de 2016. Já na Feira Internacional de Segurança e Proteção – Fisp, realizada pela revista Cipa, o educador abordou o tema “Saúde dos Professores: o perfil dos afastamentos e o desafio da intervenção” em palestra no dia 7 de outubro.

Repercussão na mídia

O Projeto Saúde dos Professores já foi notícia em veículos de comunicação como Correio Braziliense, Agência Brasil, O Povo, Jornal Sintesp, site do Ministério do Trabalho, site e revista Proteção, TVT. Algumas dessas matérias estão disponíveis abaixo. Mais uma matéria será publicada em breve, já que o coordenador do projeto concedeu entrevista para a Revista Cipa no dia 6 de janeiro de 2017.

TVT: Professores do estado sofrem com doenças ocupacionais

Jornal do Sintesp, nº 287, páginas 6 a 9 - O Ensino e a SST: um caminho possível para a saúde mental dos trabalhadores do setor

Revista Proteção: SST na sala de aula

Correio Braziliense: Ministério do Trabalho – Fundacentro debate saúde dos professores

Saiba mais

Acervo Paulo Freire

Saúde dos Professores: Uma Ambiguidade a Resolver

Cartilha do Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escolas

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