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Entrevista com coordenador da Bancada dos Trabalhadores no CPN

Jairo José da Silva (Foto: Cristiane Reimberg)

Jairo José da Silva defende priorização de itens que mais acidentam

Por ACS/ Cristiane Reimberg em 10/04/2017

Qual a expectativa da Bancada dos Trabalhadores para a nova gestão do CPN?

Jairo José da Silva: Estamos iniciando novamente, depois de três anos, a revisão da NR 18. Houve os grupos de trabalho. Houve a proposta patronal. Mas não houve consenso, nem mesmo entre eles. Nós estamos começando a rediscussão e agora priorizando itens que mais acidentam, que mais matam na indústria da construção. Eu acho que iniciamos bem. O grupo tem visibilidade daquilo que é preciso fazer, priorizar os problemas que são graves, que precisam de uma resposta rápida, consenso. Eu acredito que vamos avançar mais nestas questões.

De que forma que vai ser retomada a revisão?

Jairo José da Silva: Nós iniciamos com algumas discussões institucionais com os CPRs e com a ABNT [na reunião do CPN em 22 e 23 de março]. Depois teremos discussões de eletricidade e proteção coletiva, que são as condições que mais acidentam na indústria da construção. Eletricidade está entre as primeiras causas de morte, e proteção coletiva envolve a questão das máquinas, equipamentos, queda de altura. Se eu não tenho proteção coletiva adequada, acabou, não há segurança. O trabalhador não pode só ficar pensando em segurança, tem que pensar no trabalho com qualidade, com produtividade. Ele tem que trabalhar sem ficar preocupado com a segurança.

E como vai ser a participação dos CPRs nesta discussão?

Jairo José da Silva: Os CPRs foram convidados para a integração e para trocarmos experiências nesta primeira reunião do CPN. Vamos retomar o que está disciplinado no regimento porque ele tem todo um trâmite. Nós recebemos o material, analisamos, encaminhamos para os CPRs, os CPRs discutem e retornam para discutirmos e formatarmos. Nós queremos uma participação mais efetiva dos CPRs porque é o CPR que faz a mudança de verdade. Se o CPR não funciona, ainda que a norma seja boa, a capilaridade dela não chega aos municípios. Essa é a expectativa nossa. Não adianta revisar norma se ela não chegar ao canteiro de obra. Esse é o maior objetivo nosso.

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